Este desafio foi lançado pelo http://osabordapalavra.blogspot.com/... portanto, a ver se sei definir isto em mim... Obrigada!
Mania: de escrever para mim mesma.
Pecado Capital: entre os sete inclino-me mais para a luxúria e preguiça...
Melhor Cheiro do Mundo: terra molhada.
Se o dinheiro não fosse problema: haveria outro problema qualquer...
História de Infância: A minha infância dava uma história...
Habilidade como dono de casa: Cozinhar, mas tem dias que não... desarrumar a casa!
O que não gosto de fazer em casa: limpar, arrumar
Frase Preferida: Senta, Mila, senta!
Passeio para o corpo: outro corpo...
O que me irrita: Retirarem-me liberdade.
Vou aos arames quando: me ofendem.
Talento Oculto: é oculto, não digo.
Frases ou palavras que uso muito: "Melancólico-pastoril" foi uma amiga que me pegou... e serve muitas vezes para definir um estado pré-depressivo.
Palavrão mais usado: Fuck (assim em inglês... fica mais soft...)
Queria ter nascido a saber: nada, a descoberta é o melhor, e nem as coisas más me desviam do risco.
Para não quebrar cadeia, proponho o mesmo aos seguidores de Lcego, vá lá!
Quarta-feira, Novembro 11, 2009
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Para onde?
O ponto de partida, prévio a nós, foi há muito. As Serras que atravessamos, o vale, sem darmos conta, é só parte do caminho, nem começo é. Nem começo foram os raros momentos de anos atrás decorados, entre tantos outros momentos com outras pessoas esquecidas em iguais circunstâncias.
Estranhamente reconhecemo-nos, como se isso não tivesse importância nenhuma. “O que tiver de ser, será”, frase tão irracional como este reencontro, porque já te conhecia. Não me lembro de onde, de há quanto tempo atrás. Podes achar tolice, tentar justificar com cálculos, estatísticas, e teorias, e até chamar-me de tonta, ainda assim pergunto, qual a probabilidade?
Vi a Lua cair antes da queda, e tenho em tela o que ainda não tinha visto. A música que se ouviu, era ali que pertencia. E tu , estranho e familiar, estavas correcto, a meu lado, para a beleza não me doer, só magnificência como dantes.
Já nos conhecíamos duas vezes antes de nos conhecermos, uma antes de tudo ser em nós existência e inventado, e outra porque nos sabíamos no que fomos escrevendo. Entre as trivialidades do dia, como dizer-te isto que só te posso dizer com os olhos? Já te conhecia mas não te conheço. A mesma sensação de se fazer um caminho pela segunda vez mas passado muito tempo, as árvores cresceram, as bermas de estrada, têm mais casas, e a ponte já devia estar a aparecer mas demora.
Como aceitar explicações de mim mesma, sobre algo tão incompreensível, e simples? Se és como todas as coisas simples que não compreendemos, como a vida, o escuro sem fim do Universo ou o começo das coisas? Inexplicável, estranhamente essencial.
Este afecto é absurdo, não nasce de onde nascem os normais afectos, nasceu antes de nós, e como é absurdo, é fruto de um “acaso” anterior, planeado, (e decerto que o plano foi furado uma vez que foi levando tempo), que nos precipitou para nós. Receio, por tomar como essencial o absurdo. E no entanto, absurdo, é uma palavra como dois sinónimos, contraproducente e fantástico.
Nas encruzilhadas e bifurcações, as dúvidas, as hesitações, e tantas vezes os desvios. Todas as alternativas de itinerário teriam um mesmo ponto de encontro, de reencontro.
“Desde a vulva inicial, o homem é só o caminho. Para onde? Eis o que não sabemos. Mas será caso para perguntar?” Eugénio de Andrade.
Vi a Lua cair antes da queda, e tenho em tela o que ainda não tinha visto. A música que se ouviu, era ali que pertencia. E tu , estranho e familiar, estavas correcto, a meu lado, para a beleza não me doer, só magnificência como dantes.
Já nos conhecíamos duas vezes antes de nos conhecermos, uma antes de tudo ser em nós existência e inventado, e outra porque nos sabíamos no que fomos escrevendo. Entre as trivialidades do dia, como dizer-te isto que só te posso dizer com os olhos? Já te conhecia mas não te conheço. A mesma sensação de se fazer um caminho pela segunda vez mas passado muito tempo, as árvores cresceram, as bermas de estrada, têm mais casas, e a ponte já devia estar a aparecer mas demora.
Como aceitar explicações de mim mesma, sobre algo tão incompreensível, e simples? Se és como todas as coisas simples que não compreendemos, como a vida, o escuro sem fim do Universo ou o começo das coisas? Inexplicável, estranhamente essencial.
Este afecto é absurdo, não nasce de onde nascem os normais afectos, nasceu antes de nós, e como é absurdo, é fruto de um “acaso” anterior, planeado, (e decerto que o plano foi furado uma vez que foi levando tempo), que nos precipitou para nós. Receio, por tomar como essencial o absurdo. E no entanto, absurdo, é uma palavra como dois sinónimos, contraproducente e fantástico.
Nas encruzilhadas e bifurcações, as dúvidas, as hesitações, e tantas vezes os desvios. Todas as alternativas de itinerário teriam um mesmo ponto de encontro, de reencontro.
“Desde a vulva inicial, o homem é só o caminho. Para onde? Eis o que não sabemos. Mas será caso para perguntar?” Eugénio de Andrade.
Terça-feira, Novembro 03, 2009
Vale das voltas
Segunda-feira, Novembro 02, 2009
Singularidades
Guardas a ternura nas mãos. Assim como a libertas, a reténs. Quando não obedeces ao instinto das mãos, é porque conténs entre elas, de palmas encontradas, a vontade.
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